Tava lendo num post do NoReset e em outros blogs de games tudo que a TecToy — e a Qualcomm, mas prefiro dar ênfase à tão querida TecToy de minha infância — tem feito pra mostrar que e Zeebo é uma nova e viável alternativa à pirataria existente no Brasil. Eles até apelaram e mostraram uma foto da Rua 25 de Março, paraíso das compras e inferno de gente feia/pobre.
Como vocês sabem, o Zeebo não aceita mídia nenhuma, ou seja, não dá pra simplesmente comprar o CD no camelô. É preciso baixá-lo. Ok, de R$ 7 a 30 num jogo tá mais do que bacana pra gente de terceiro mundo.
Mas, respondam com sinceridade, leitores do MQJ, não é fato que, pra quem já tem um PS2, é mais fácil continuar pagando seus R$ 10 pra jogar a nova versão do Winning Eleven Brazucas? Eles esperam atingir 800 milhões de compradores. Ok, o Zeebo vem com FIFA 09, Quake e um monte de jogo bacana, além da promessa de várias empresas pequenas, porém bacanas, de abastecerem o console. Mas mudar isso na cultura brasileira eu considero uma tarefa árdua. Vai precisar muito mais do que palestras.
Missão impossível? Parece, no Brasil, mas não dá pra dizer agora. Eu chamaria de “bem difícil”.

“inferno de gente feia/pobre”. Eu ri.
Sinceramente esse assunto é muito delicado. No entanto, eu pretendo comprar o Zeebo para estudar a plataforma e o SDK que eles oferecem para o desenvolvimento de games independentes. Foi o que me chamou a atenção.
Agora, para o grande público não tem como mesmo. A não ser que façam um marketing agressivo – mas bem agressivo mesmo – em torno do console para obter o retorno desejado.
Mas afinal, você já viu as vendas dos atuais consoles (mega e master) que a empresa vende aqui dentro? Ainda rende lucros…
Não acho dificil comprar jogos originais. O problema é que no Brasil as coisas são sempre superfaturadas, por isso temos que pagar R$200,00 num jogo que lá fora custa US$45,00.
Eu compraria jogos originais se tivessem um preço bom (lembando que eu não tenho VG algum).
Porem o Zeebo tem uma falha grave. ele é praticamente um Celular que liga na TV, ou seja não tem hardware para rodar game BOM. Ai o gurizinho vai pensar, praque vou pagar R$30,00 num jogo desse se por R$10,00 compro 2 de PS2 (olha que ja achei 3 por 10).
o Zeebo tem, de fato, uma missão “nearly impossible” pela frente. ele não é tão ruim quanto a galera pensa; o hardware dele é *quase* tão bom quanto o do PS2, e com um preço *quase* igual. mas é aí que tá. QUASE.
eles vão ter que repensar algumas coisas se querem de fato emplacar o console por aqui, visto que o preço do PS2 do mercado negro hoje mal chega a 300 reais. E que o PS2 tem milhares de títulos bons, feitos por developers de responsa, e já testados e aprovados pelo mercado.
o zeebo tem uma proposta super bacana e abre um leque de possibilidades pro brasil, inclusive dando chance a desenvolvedores brasileiros menores (eba!) de colocarem produtos BR no mercado, ainda que no mercado interno. porém dadas as limitações de hardware, a questão abordada acima e o fato de que a TecToy praticamente só faz ports, eu tenho pesar em dizer que acho vai dar em pizza.
uma grande pena.
@Glauco Bertu
“eles vão ter que repensar algumas coisas se querem de fato emplacar o console por aqui, visto que o preço do PS2 do mercado negro hoje mal chega a 300 reais. E que o PS2 tem milhares de títulos bons, feitos por developers de responsa, e já testados e aprovados pelo mercado.”
Falou tudo! :)